 Gerente
de uma loja de artigos populares na rua Barão de Itapetininga,
no coração do centro de São Paulo, Socorro
da Silva Vieira desistiu de exigir qualquer qualificação
profissional de potenciais candidatos para as constantes vagas
que tenta preencher. Até há alguns meses, ela
ainda pedia um mínimo de experiência, nem que
fosse uma passagem rápida por algum comércio
ou mesmo a simples conclusão do segundo grau.
Agora, basta saber ler e escrever, ser maior
de 18 anos e “ter disposição para pegar
no pesado” para conquistar um emprego com carteira assinada
na A Econômica, a loja na qual Socorro já trabalha
há quase uma década e meia. Mas, mesmo assim,
uma folha já meio amarelada de papel sulfite repousa
há dois meses em uma das vitrines com a seguinte frase;
Procura-se Fiscal de Loja. “Não sei o que acontece,
ninguém mais quer trabalhar”, diz ela, sem saber
ao certo como resolver um problema que não conhecia
até pouco tempo atrás.
As concessões feitas por Socorro em
busca de trabalhadores para funções simples
como a de um fiscal de loja, em que a qualificação
profissional está longe de ser um imperativo, têm
se repetido com frequência em praticamente todos os
centros de comércio popular da cidade de São
Paulo. Na rua Barão de Itapetininga, onde Socorro trabalha,
os anúncios buscando trabalhadores para toda sorte
de empregos deixaram de ser uma exclusividade dos típicos
homens sanduíche; migraram para os postes, antes o
lar cativo de panfletos de pais de santo e de empresas de
empréstimo consignado. O mesmo acontece na rua Tedodoro
Sampaio, no bairro de Pinheiros, ou nas centenas de lojas
do Brás. É difícil encontrar uma loja
nessas regiões que não esteja em busca de algum
funcionário. |
Os figurinos usados em alguns dos filmes
mais famosos de Hollywood estão em exibição no Grauman’s Chinese
Theater, em Los Angeles. O vestido de Marilyn Monroe em ´Os
Homens Preferem as Loiras` e o clássico xadrez de Judy Garland
em ´O Mágico de Oz` são algumas das atrações da mostra. Palavras-chave:
vestido , mostra , figurino , Los Angeles , atrações , exposição
, atração , Marilyn Monroe , Hollywood , figurinos , vestidos
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Bruno Fraga Ferreira orienta agentes de microcrédito
Há pouco mais de três meses, 20 jovens
com idade entre 18 e 22 anos circulam pelas ruas do Complexo
do Alemão, zona norte do Rio, oferecendo crédito aos empreendedores
da comunidade. Hoje pacificado e com soldados do Exército
pelas ruas, o conjunto de favelas era um dos mais violentos
da cidade e completamente dominado pelo tráfico até dezembro
de 2010.
A região foi pioneira em um projeto da Caixa Econômica Federal
para transformar jovens aprendizes em agentes de microcrédito.
Moradores das próprias comunidades onde atuam, os Diariamente,
desde setembro do ano passado, eles saem pelas ruas do complexo,
conversam com pequenos empreendedores e oferecem a possibilidade
de um empréstimo de até R$ 15 mil com juros atrativos de 0,64%
ao mês. Os empréstimos podem variar de R$ 300 a R$ 15 mil,
e podem ser pagos em 4 a 24 parcelas mensais. Os juros são
de 0,64% ao mês, mais Taxa de Abertura de Crédito de 1% do
valor do empréstimo. O Itaú Unibanco também tem agentes de
microcrédito em comunidades como Rocinha e Complexo do Alemão.
Os empréstimos podem variar de R$ 400 a R$ 14 mil, pagos em
4 a 18 parcelas. A taxa de juros varia de acordo com o valor
e outras condições, e é de no máximo 4% ao mês. A equipe da
Caixa no Alemão é comandada pelo supervisor Bruno Fraga Ferreira,
que orienta o trabalho dos jovens – a maioria, mulheres. Ele
explica que os candidatos ao crédito não precisam ser empreendedores
formais. “Por isso é importante a presença de jovens da própria
comunidade, eles conhecem os empreendedores”, afirma Ferreira.
O crédito deve ser destinado ao empreendimento, e não a gastos
pessoais. Desde que o projeto começou, em setembro, já foram
fechados 117 contratos, que somam R$ 455 mil, somente no Complexo
do Alemão, segundo levantamento de Ferreira na agência da
Caixa no Complexo do Alemão. Conheça: Funileiro, cabeleireira
e jardineiro saem da informalidade Esses empréstimos foram
vendidos por jovens como Michelle Barros da Costa, de 21 anos.
Para ela, uma das vantagens do emprego é trabalhar perto de
casa. Nestes primeiros meses de trabalho, ela até já foi sondada
pela concorrência. “Fui convidada para trabalhar no Santander
daqui do Alemão, mas não aceitei porque queria ter mais experiência
na Caixa”, afirma. Ela se orgulha de ter feito um empréstimo
a um cliente que trabalhava em uma pizzaria e queria abrir
o negócio próprio. “Ele já tinha comprado uma refresqueira
e um forno, mas precisava de mais um forno e fazer uma reforma
no imóvel. Com o crédito ele conseguiu, e hoje já tem outras
pessoas trabalhando para ele”, diz.
Entre as funções dos agentes
está acompanhar mensalmente os clientes que tomaram empréstimos.
Foi assim que Fernanda Caroline dos Santos, de 19 anos, viu
a mercearia de uma empreendedora passar por uma reforma e
ser dividida, para abrir espaço a um ateliê de costura. “Ela
tinha a mercearia, que ainda estava no tijolo e precisava
de uma pintura, mas também era costureira. Com o crédito,
ela abriu um ateliê de costura e aumentou sua renda”, diz
a jovem. Para ela, que é tímida, trabalhar perto de casa ajuda
a quebrar o gelo porque a deixa mais à vontade ao oferecer
crédito para pessoas conhecidas.
“Ganho mais segurança para oferecer crédito a outros empreendedores”,
diz. Fernanda afirma que a parte mais difícil do trabalho
é “convencer as pessoas de que empréstimo não é um bicho de
sete cabeças”. Para superar essa dificuldade, a agente diz
que a solução é mostrar simulações. “Dá para mostrar para
eles que é possível pagar o empréstimo e que, em vez de problema,
ele pode ser uma ajuda”, afirma a jovem. A capacitação para
fazer simulações e cálculos do valor do crédito a ser concedido
foi a principal dificuldade enfrentada por Alexandra Queiroz
de Lima, de 22 anos, ao entrar no programa. “No começo foi
muito difícil, mas agora eu faço até de cabeça”, orgulha-se.
Saiba mais: BC destina 2% dos depósitos à vista para microcrédito.
Ao começar no programa, ela já tinha trabalhado em supermercados
e escritórios e gostava mesmo de trabalhos internos. “Eu não
gostava de ficar na rua, mas estava precisando do salário
e aceitei o emprego”, diz. Hoje, bater de porta em porta é
a parte do trabalho de que Alexandra mais gosta. “Eu gosto
de conhecer gente nova e ir a lugares diferentes”, afirma.
Veja ainda: Microempreendedor pagará 50% menos para Previdência
Alexandra diz que, em suas andanças pela comunidade, nota
que quase todos os comerciantes do complexo precisam de algum
tipo de crédito, seja para compor estoque ou para fazer uma
reforma em seu estabelecimento. Para o futuro, ela planeja
cursar psicologia – mas não pretende mudar de empregador.
“A Caixa também tem psicólogos”, diz. Foto: André Durão Ampliar
Alexandra acredita que muitos comerciantes do Complexo do
Alemão precisam de microcrédito Permanecer no banco estatal
também está nos planos de Ingrid Bezerra de Brito Camargo,
de 19 anos, que viu no projeto da Caixa sua primeira oportunidade
de emprego: quando o contrato para ser agente de microcrédito
terminar, ela pretende prestar concurso para trabalhar na
instituição. Trabalhar em banco não passava pela sua cabeça
antes dessa oportunidade, mas Ingrid se encontrou no trabalho.
“Eu tenho motivação, gosto de conversar, de conhecer gente
nova e de ajudar as pessoas”, diz. Para ela, a maior dificuldade
no seu trabalho é explicar a um empreendedor que nem sempre
pegar um empréstimo de valor mais alto é a melhor escolha.
“Eu explico que um valor menor pode ajudar mais, porque ele
vai poder pagar o empréstimo e depois até fazer outro”, diz.
Segundo ela, com o tempo, está mais fácil fazer novos contratos.
“Hoje o microcrédito é mais conhecido na comunidade, e muitas
vezes os comerciantes é que nos procuram”, diz. Depois de
instalado no Complexo do Alemão, o projeto já foi levado também
a Campo Grande e ao bairro do Fonseca, em Niterói. A Caixa
também deslocou seis jovens para darem início ao projeto na
Rocinha e já abriu seleção para que mais 20 jovens moradores
da comunidade sejam contratados para trabalharem na região.
Incluindo os jovens da Rocinha, a Caixa prevê a
contratação de 100 agentes para trabalhar em outras localidades,
como Ilha do Governador, Santa Cruz, Bangu e região da Tijuca,
além dos municípios de São Gonçalo, Duque de Caxias e Nova
Iguaçu. Os jovens são contratados em parceria com o Centro
Salesiano do Menor (Cesam), no qual fazem uma parte de seu
treinamento. |
Serasa
Experian dá dicas para que consumidores e comerciantes combatam
a ação de golpistas e sugere que atenção seja redobrada em
períodos de férias e feriados
Apenas no primeiro semestre de
2011 ocorreram mais de 1 milhão de tentativas de fraudes financeiras
no Brasil. Os dias de muito movimento no varejo, como em feriados
e períodos de férias, costumam ter mais ocorrências do que
em outras datas, segundo especialistas. Para se proteger neste
25 de janeiro, feriado em São Paulo, e outros tantos feriados
do ano, consumidores e comerciantes devem ficar muito atentos.
“Hoje, munido apenas de nome, CPF e endereço, é possível fazer compras on-line e até mesmo conseguir empréstimos pessoais com muita agilidade. Prato cheio para os criminosos,” diz Bruno Rivelles, gerente de contas corporativas da ZipCode, empresa provedora de informações para marketing, crédito, cobrança e antifraude.
O crescimento das tentativas de fraudes no comércio brasileiro no primeiro semestre de 2011 foi de 8,6% em relação ao mesmo período de 2010, segundo Rivelles.
Já os prejuízos decorrentes dos golpes contabilizados no meio eletrônico somaram R$ 685 milhões no primeiro semestre, número 36% maior que o observado no mesmo período do ano passado.
“Tanto para o comerciante quanto para o consumidor, todo o cuidado é pouco. Em alguns casos, os criminosos chegam a abrir uma conta corrente com o CPF alheio para solicitar cartões de crédito e empréstimos,” diz Rivelles.
Para não ficarem vulneráveis a golpes, os consumidores devem
observar bem os seus documentos quando estiverem em locais
de compras.
Em caso de perda ou roubo, procurar a polícia
e registrar um Boletim de Ocorrência (BO) o quanto antes,
dizem especialistas da Serasa Experian.
Além disso, é bom
informar a Serasa Experian - que possui um serviço gratuito
de cadastramento de informações sobre documentos e cheques
roubados, extraviados, cancelados ou sustados.- sobre o ocorrido,
para que seus documentos sejam bloqueados, o que reduz o risco
de ter seus dados usados por fraudadores.
Segundo a Serasa
Experian, as informações ficam disponíveis para os todos os
comerciantes que consultam sua base de dados em todo o Brasil.
Assim, os vendedores e caixas podem evitar a ação de golpistas.
O registro da perda e dos roubos pode ser feito pela internet
no site
da empresa.
Comerciantes
Os comerciantes também devem procurar prevenir as fraudes, como o roubo de identidade do consumidor, quando a pessoa que está fazendo a compra se passa por titular do documento apresentado.
“Se o comerciante conseguir identificar que aquele documento não é da mesma pessoa que se apresenta na loja, ou que os dados informados são inconsistentes, as chances de ele evitar prejuízos aumentam consideravelmente”, diz Celso Rodrigues, gerente de soluções antifraudes da Serasa Experian.
Rodrigues dá as seguintes dicas para que o comerciante evite golpes:
1) Peça sempre dois documentos originais
2) Verifique se as informações fornecidas pelo cliente são verdadeiras
3) Confirme a relação de endereço e telefone
4) Analise atenciosamente se o comprovante de residência bate
com o nome apresentado nos documentos
Se o comerciante
não se sentir seguro com a venda mesmo após os passos acima,
Rodrigues sugere que ele peça que uma parte ou todo o pagamento
seja feito à vista. |